Sobre trajetórias desviadas

Descobri que gosto mesmo de escrever e que criar um blog parecia, sim, uma boa ideia. Percebi que, tecnicamente, era muito mais fácil do que eu imaginava. Tá, mas vou escrever sobre o quê? Geralmente a inspiração vem quando estou viajando. E quando as coisas estão difíceis, raramente quando está tudo bem. A maior parte dos meus textos até hoje eram quase que uma sessão de terapia em que eu estava dos dois lados: deitada no divã e rabiscando no bloco de notas fingindo prestar atenção. Tanto que, há alguns anos, a primeira vez que abri um documento do Word para escrever, salvei o arquivo com o nome “text therapy” – e assim ficou, até hoje.  Continuar a ler

Sair da zona de conforto? OK. Mas o que isso quer dizer?

Um conselho comum que circula nas redes sociais hoje em dia é “saia da sua zona de conforto”. Dizem que é fora da sua zona de conforto que você aprende, que você amadurece, que você vive, que você é feliz, que seus sonhos se realizam, etc. Eu geralmente concordo quando vejo isso sem refletir muito ou tentar interpretar o que quer dizer “sair da sua zona de conforto”. Hoje, lendo um desses posts a explicação que se seguia a SAIR DA ZONA DE CONFORTO era: “vá a um bar diferente do que costuma ir”. Quêêêê? Pera aí… Bastava ir a um bar diferente pra aprender, amadurecer, realizar sonhos e eu vim parar aqui em Luanda pra sair da minha zona de conforto?!?!?!

De Economia e Culinária

Não sei porque, mas tem um conceito da aula de INTECO (introdução à economia, que fiz em 2008) que, apesar de nunca mais ter usado, sempre me vem em mente: o de preferências adaptativas. Na verdade, nem me lembro onde esse conceito se encaixava, nem o que era exatamente, mas tem várias situações na vida em que penso que estou vendo isso em prática – os economistas, por favor, me desculpem se eu estiver falando besteira. Continuar a ler

Se a vida é um livro, quem não viaja só lê uma página

Passei todos esses dias sem postar por um bom motivo… comecei a viver mais e pensar menos na vida. Conheci um grupo super legal de brasileiros, com quem já me diverti bastante, tenho trabalhado bastante também, então não sobra muito tempo pra mimimi. Mas em cada momento de dificuldade, volta a tal pergunta: “será que tanto esforço vai valer a pena”? E aí eu começo a pensar no que me trouxe aqui. Dizem que quem viaja está fugindo de algo ou correndo atrás de alguma outra coisa. Eu não gosto de imaginar que estou viajando pra fugir de nada. Mas estou correndo atrás de que?  Continuar a ler

Zerar o vídeo game ou brincar de massinha?

A vida aqui tá igual aqueles jogos de vídeo game de quando a gente era criança, que tinha que ir passando as fases até chegar no chefão, mas parece que tem um chefão todo dia. Nos primeiros dias eu não sabia jogar direito, mal passava das primeiras fases, minhas vidas acabavam bem antes de chegar no chefão. Aí parece que fui aprendendo, pegando uns “cogumelos” de vida extra no meio do caminho e agora já é o terceiro dia que consigo vencer o chefão e zerar o jogo Continuar a ler

O tapa na cara que levei do Joaquim

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Tentei evitar que o post fosse muito “sentimentalista”, mas hoje foi difícil…

Hoje o dia foi muito bom, parece que estou começando a encontrar meu lugar aqui. Mas no fim da tarde eu fique meio puta, porque entendi que internet aqui é SUPER caro e que a organização “me dá” o equivalente a só 60 mega de uso por dia. Pra ajudar, a energia acabou de novo (pelo terceiro dia seguido). Até tem gerador, mas aí com o gerador a água do chuveiro não funciona, enfim… acho que essa questão de infraestrutura vai render uns posts ainda. Resumindo, eu tava puta com tudo isso e resolvi ir jantar. Continuar a ler