Sobre silêncios

Há silêncios que nascem onde as palavras são supérfluas
como o de um abraço apertado 
quando chega aquele reencontro tão esperado
ou de um “eu te amo” estampado em uma troca de olhares

Tem o silêncio reconfortante de um ombro para chorar
ou daquele sorriso de cumplicidade trocado com o amigo
que já entendeu tudo
sem você precisar dizer nada 

Há silêncios que nascem quando as palavras fogem
ou quando o sentimento se extinguiu
E aqueles de prudência
de quem espera ter certezas a oferecer

Há silêncios que nascem quando as palavras se esgotam
e aliviam, pois tudo o que precisava ser dito já o foi
mas há também aqueles que angustiam
não é que não haja mais o que dizer
ou que faltem as palavras 
o que falta é a coragem

Nesses silêncios, o medo grita 
houvesse maneira de ouvir os pensamentos
as palavras não ditas ganhariam vida
e esses sentimentos que tanto nos assustam 
poderiam existir no mundo
e não só trancados dentro de nós

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