Minha Brasília, Nossa Brasília

sobrevolando-brasilia
A primeira vez que nasci não foi aqui
Mas já nasceram tantas versões de mim desde que estou em Brasília
Que sinto que posso chamar também essa cidade de minha
E se hoje me sinto tão em casa por aqui
não foi porque Brasília me acolheu
mas porque eu a acolhi
 
Brasília
Com sua simetria, suas tesourinhas, siglas, ipês e quero-queros
Com suas ruas largas e gramados vastos que,
segundo o lambe-lambe no viaduto,
expandem a distância entre os corpos
 
Bras-ilha, muitos dizem
e querem me convencer
mas, ao acolher essa distância expandida,
criamos um terreno fértil para construir pontes
e é então que começam a aparecer em nosso caminho
outros corpos vibrando na mesma frequência
 
e, juntos, criamos pontes e mais pontes
que superam (muito mais que a distância entre os corpos)
a distância entre as almas!
e, juntos, damos alma à Brasília
porque é isso que fazemos aqui….
 
Lúcio Costa, Niemeyer e outros tantos fizeram as linhas, fizeram os corpos
mas cabe a cada um de nós que escolheu (ou foi escolhido para) viver aqui
dar o sopro de vida a essa cidade
que é avião
mas pode ser pássaro também.
 
Cidade inventada
e reinventada a cada instante por quem escolheu
se inspirar nela
para sair do eixo
e voar com as próprias asas
 
E, nesse aniversário da cidade,
parabéns vai a todos que doam um pouco de sua alma
para, juntos, criarmos a de Brasília!

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