Conto de Carnaval

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Foi dado o aval à carne
Depois de muita peleja
E alguma cerveja
Começou a brincadeira
E aí já não importava mais a idade
Até a velha foi pra festa
Recomendação do médico
Que também entrou na onda
Não podia ficar de fora dessa folia
Já que o índio também ia
E a angolana descobrindo tudo aquilo
Se perguntava onde essa gente se escondia
Até que um dia achou a toca
E foi ali, na passarela
Que o amargo saiu da goela
Diziam os desavisados
Que todo carnaval tem seu fim
Mas ela não queria que fosse assim
“Não sabe fazer nada? Sobe na perna de pau e sopra purpurina”
Foi o que disseram
E ela, que na hora respondeu com careta,
Decidiu entrar na festa
E seguir um tal lema
“Seja o carnaval que você quer ver no mundo”
Tem gente desanimada que vai tentar corrigir
Tem gente purpurinada que vai repetir
Tem calango que vai ensinar
Tem boi tolo que vai confirmar
Que carnaval nosso
A gente é quem faz
E que o fim não tem que vir
Tá aí o ipê pra mostrar
Que caem as folhas e ficam as flores
Caem as flores, continuam Raízes
É, nem todo fogo precisa acabar em cinza...

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