Mala de Ano Novo

E as despedidas desse ano começam enquanto arrumo minha mala para a viagem do Réveillon. Enquanto olho ao redor e decido o que entra na mala e o que fica fora, olho também para o ano que termina para decidir o que quero levar para o que chega.

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Canga entra na mala. Canga é a coisa mais versátil que tem. Na areia vira lençol, depois do banho de mar vira toalha, no frio vira cobertor, segura o cabelo do vento, esconde da chuva, vira saia, vira vestido… Versatilidade vai para o ano novo; principalmente amigos versáteis. Aqueles que estão lá quando o sol está brilhando e a festa bombando. E continuam quando a chuva cai, a tristeza bate, as dúvidas e incertezas consomem.

Livro entra na mala. Ler é conhecer outras realidades, viver o que vivem os personagens, sentir o que eles sentem. Lendo a gente aprende a ter empatia. E empatia nos faz pessoas melhores e mais tolerantes… nada como tentar entender os motivos do outro antes de qualquer reação! Empatia vai para o ano novo.

Boné entra na mala. Por mais lindo que seja o sol, um pouco de sombra sempre vai bem, o negócio é equilibrar e equilíbrio vai para o ano novo, sim!

Guarda chuva tem que entrar também. Tem hora que a gente quer mais é dançar na chuva, mas é bom saber que você tem escolha de não fazê-lo caso esteja resfriado. Fazer escolhas e saber viver com o ônus e bônus de cada uma delas… isso vai na bagagem para o ano novo.

Fone de ouvido entra… dançar e cantar espanta qualquer mal! Bolsa que deixa as mãos livres entra também. Livres para dançar e abraçar. Livres até para aparar os tombos – inevitáveis esses aí. Liberdade vai para o ano novo.

Salto não entra na mala, não escolho mais nada que me machuque. E assim fica nesse ano que termina aquilo que machucou… e tem coisa que machuca mais que expectativa frustrada? Junto com o salto ficam a agenda e a to-do list. Ao invés de planos frustrados, o ano novo será cheio de oportunidades aproveitadas – dessas oportunidades que passam voando na nossa porta e a gente tem que abraçar logo, antes que seja tarde.

Infelizmente na vida tem também aquelas coisas que machucam, mas que não nos cabe escolher. Então band-aid vai para a mala e para a alma.

E, no fim, a mala vai leve e fácil de ser carregada, que eu não quero me cansar ou me atrasar para a festa por causa disso. Para o ano que termina, só tenho a dizer que foi bom tê-lo por aqui… nem precisava ir embora tão rápido, mas já que não me cabe escolher quando ele vai, o jeito foi abraçar a oportunidade de me despedir dele da melhor maneira possível: oferecendo ao mundo minha melhor versão – até agora!

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